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“A combinação de vento e sol é o futuro da geração de energia”, diz Nilo Quaresma Neto, da EPCOR Energia

“A combinação de vento e sol é o futuro da geração de energia”, diz Nilo Quaresma Neto, da EPCOR Energia

Portfólio de 5 GW, projetos híbridos e foco no mercado livre impulsionam crescimento da EPCOR.

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ENTREVISTA DA SEMANA

“A combinação de vento e sol é o futuro da geração de energia”, diz Nilo Quaresma Neto, da EPCOR Energia

Fundada em 1995, a EPCOR Energia é uma referência brasileira em soluções de energia renovável, com foco nas matrizes eólica e solar. Com mais de duas décadas de atuação, a empresa consolidou uma base sólida de conhecimento técnico e experiência no setor elétrico, tornando-se líder no desenvolvimento de projetos eólicos no Rio Grande do Sul.

Desde 2008, a EPCOR atua exclusivamente com fontes renováveis, conduzindo projetos de forma integrada, da prospecção e estruturação até a execução e operação. Essa expertise garante alta eficiência, confiabilidade e geração de energia competitiva, consolidando a empresa como uma das protagonistas na transição energética do Brasil.

Com um portfólio de 5.000 megawatts de projetos eólicos, a EPCOR combina inovação tecnológica, gestão estratégica e compromisso socioambiental, oferecendo soluções sustentáveis que impulsionam o crescimento do setor e promovem o desenvolvimento econômico das regiões onde atua.

Complexo Eólico do SenandesEntrevista – Nilo Quaresma Neto, CEO da EPCOR Energia:

A EPCOR Energia tem uma trajetória consolidada no setor de renováveis. Como a empresa se posiciona hoje no mercado brasileiro?

A EPCOR Energia é uma empresa brasileira fundada em 1995 e que, desde 2008, atua exclusivamente com fontes renováveis. Hoje somos reconhecidos como uma das principais desenvolvedoras de projetos eólicos do Rio Grande do Sul, com um portfólio robusto e uma atuação integrada em toda a cadeia da geração de energia. Nosso foco está na excelência técnica, na eficiência dos projetos e na entrega de soluções sustentáveis e competitivas para o mercado.

Quais são os principais diferenciais da EPCOR em relação a outras empresas do setor?

Nosso grande diferencial é a capacidade de atuar de forma completa, desde a prospecção das áreas, estudos ambientais e estruturação dos projetos até a execução, operação e comercialização da energia. Isso garante empreendimentos com elevados fatores de capacidade e geração assegurada. Além disso, contamos com uma equipe altamente qualificada, uso intensivo de tecnologia e um modelo de gestão sólido, o que nos permite entregar projetos confiáveis e com alto desempenho.

A EPCOR é referência em projetos eólicos no Rio Grande do Sul. Como está estruturado esse portfólio?

A EPCOR construiu sua posição de referência no Rio Grande do Sul a partir de um portfólio robusto, consistente e ancorado em execução. Atualmente, desenvolvemos e estruturamos cerca de 5.000 MW em projetos eólicos, distribuídos em diferentes estágios de maturidade, incluindo empreendimentos já viabilizados em Leilões de Energia e projetos prontos para comercialização no mercado livre.

O Rio Grande do Sul é um eixo estratégico para a companhia, não apenas pelo elevado potencial eólico, mas principalmente pela experiência acumulada em campo. A EPCOR já viabilizou dois parques eólicos no estado, passando por todas as etapas críticas do negócio — desde a prospecção fundiária, medições anemométricas e licenciamento ambiental, até a estruturação técnica, regulatória e comercial dos projetos.

Além do desenvolvimento próprio, a EPCOR atua de forma recorrente como parceira técnica e estratégica, oferecendo consultoria completa para a implantação de parques eólicos, apoiando investidores, desenvolvedores e operadores na tomada de decisão, mitigação de riscos e maximização de valor. Esse histórico, aliado a uma visão de longo prazo, é o que consolida a EPCOR como um player sólido e confiável no setor eólico gaúcho e nacional.

A empresa também tem investido em projetos híbridos. Como funcionam essas iniciativas?

Os projetos híbridos, que combinam geração eólica e solar, representam uma evolução natural do setor. Eles permitem melhor aproveitamento da infraestrutura, maior previsibilidade de geração e maior eficiência econômica. No Rio Grande do Sul, estamos estruturando projetos que integram essas duas fontes, explorando a complementaridade entre vento e sol para entregar uma geração mais estável e competitiva.

Nilo Quaresma Neto, CEO da EPCORComo a EPCOR enxerga o papel da energia solar dentro do seu portfólio?

A energia solar é uma frente estratégica e complementar à eólica. A combinação dessas fontes amplia a resiliência dos projetos e responde às novas demandas do mercado por flexibilidade e sustentabilidade. A EPCOR vê a solar como parte fundamental do futuro da matriz energética brasileira, especialmente quando integrada a soluções híbridas.

O setor elétrico tem sido impactado por eventos climáticos extremos. Como isso influencia o planejamento da EPCOR?

As mudanças climáticas já estão alterando o padrão de consumo e de geração de energia. Ondas de calor mais frequentes aumentam a demanda, enquanto eventos extremos exigem projetos cada vez mais robustos. Na EPCOR, incorporamos essas variáveis desde a fase de estudos, buscando empreendimentos resilientes, eficientes e alinhados com uma visão de longo prazo.

Quais são as expectativas para o setor de energia nos próximos anos, especialmente em 2026?

O ano de 2026 deve consolidar um novo ciclo estrutural para o setor elétrico brasileiro, marcado pelo crescimento consistente da demanda, pela expansão do mercado livre e pelo avanço de segmentos intensivos em consumo elétrico, como data centers, digitalização, inteligência artificial e eletrificação industrial. Esses consumidores exigem volumes elevados de energia com fornecimento contínuo, previsível e, cada vez mais, de fonte limpa.

Nesse contexto, as fontes renováveis — especialmente eólica e solar — ganham ainda mais relevância pela sua competitividade econômica. Esse avanço vem acompanhado da adoção de tecnologias mais eficientes, como aerogeradores de maior potência unitária e torres mais altas, que permitem melhor aproveitamento do regime de ventos, aumento do fator de capacidade e redução do custo nivelado de energia (LCOE). Somam-se a isso as soluções de armazenamento de energia (BESS), que ampliam a flexibilidade operacional, reduzem os efeitos da intermitência e elevam a confiabilidade do suprimento. A integração entre geração renovável, armazenamento e planejamento de rede será determinante para a segurança e a estabilidade do sistema elétrico nos próximos anos.

Como a EPCOR pretende se posicionar nesse cenário futuro?

A EPCOR está estrategicamente posicionada para liderar esse novo ciclo. Seguiremos ampliando nosso portfólio de projetos eólicos, solares e híbridos, incorporando aerogeradores de última geração, com maior potência e altura, e soluções com BESS, de forma a maximizar eficiência, competitividade e robustez técnica dos empreendimentos.

Nossa atuação combina desenvolvimento próprio, engenharia de alto nível e visão comercial orientada ao mercado, especialmente para atender grandes consumidores e data centers, que demandam energia limpa, firme e contratos de longo prazo. No Rio Grande do Sul, onde temos uma presença histórica e estratégica, a EPCOR continuará conectando o potencial renovável do estado às novas demandas da economia digital e de baixo carbono, contribuindo de maneira consistente para a transição energética do Brasil.

*Saiba mais sobre a EPCOR Energia no site www.epcor.com.br

Imagem da Galeria Complexo eólico do Senandes
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