Português (Brasil)

Super El Niño acende alerta no setor elétrico e pode encarecer conta de luz em 2027

Super El Niño acende alerta no setor elétrico e pode encarecer conta de luz em 2027

Fenômeno climático pode comprometer recarga dos reservatórios, ampliar geração termelétrica e pressionar tarifas de energia.

Compartilhe este conteúdo:

O setor elétrico brasileiro entrou em alerta diante da perspectiva de um “super El Niño” entre 2026 e 2027. O fenômeno climático poderá alterar o regime de chuvas justamente durante o período decisivo para a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas e, em um cenário mais adverso, elevar os custos da geração de energia no país.

Apesar das preocupações, os efeitos mais relevantes sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN) não devem ocorrer imediatamente. O principal risco está concentrado em 2027, quando eventuais chuvas abaixo da média poderão comprometer a recuperação dos reservatórios e aumentar a necessidade de acionamento das termelétricas.

Reservatórios estão em situação confortável

Atualmente, o sistema elétrico brasileiro atravessa uma situação considerada favorável. Os reservatórios das hidrelétricas do Nordeste operam em níveis elevados, enquanto o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável por aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento hídrico do país, também apresenta condições confortáveis.

A preocupação está no período de recarga dos reservatórios, entre setembro e março, que deverá coincidir com a fase mais intensa do El Niño. Chuvas irregulares ou abaixo da média no início de 2027 poderão impedir uma recuperação adequada dos níveis de armazenamento antes da chegada da estação seca.

Termelétricas podem elevar custos da energia

Caso os reservatórios registrem uma queda expressiva, o país poderá precisar acionar com maior frequência as termelétricas. Como essas usinas possuem custos de operação superiores aos das hidrelétricas, o aumento da geração térmica tende a pressionar as bandeiras tarifárias e encarecer a conta de luz dos consumidores.

O cenário expõe um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. Ao mesmo tempo em que o país registra excesso de geração solar e eólica em períodos de baixa demanda, a dependência das chuvas para manter elevados os reservatórios continua sendo determinante para os custos da energia.

Excesso de energia hoje não elimina riscos em 2027

Recentemente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisou adotar medidas para administrar excedentes de geração e determinar cortes na produção de parques solares e eólicos. A situação ocorre porque o Brasil ainda possui capacidade limitada para armazenar, em larga escala, a energia produzida pelas fontes renováveis intermitentes.

O resultado é um paradoxo: o sistema pode registrar excesso de energia renovável em determinados períodos e, meses depois, precisar acionar termelétricas mais caras caso os reservatórios das hidrelétricas estejam baixos.

O ONS acompanha continuamente as condições hidrometeorológicas e realiza estudos para avaliar eventuais impactos sobre a segurança do sistema. A evolução das chuvas entre o fim de 2026 e o início de 2027 será decisiva para determinar os efeitos do El Niño sobre a geração de energia e, principalmente, sobre o bolso dos consumidores.

Compartilhe este conteúdo:

Na sua experiência, qual é o melhor inversor solar atualmentev?


Voto computado com sucesso!
Na sua experiência, qual é o melhor inversor solar atualmentev?
Total de votos:
"Huawei"
"Solis" "Deye" "Sungrow"
"WEG"
"Growatt"
"GoodWe"
"Outro"