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Vice-presidente da Scala reafirma, em Porto Alegre, cronograma para megacomplexo de data centers para IA no RS

Vice-presidente da Scala reafirma, em Porto Alegre, cronograma para megacomplexo de data centers para IA no RS

Luciano Fialho afirmou, na Federasul, que o empreendimento em Eldorado do Sul já está em fase de licenciamento ambiental e urbanístico. A primeira etapa prevê investimento de R$ 3 bilhões na construção de um data center de 50 MW, enquanto o projeto completo poderá alcançar 5 GW de capacidade instalada e atrair investimentos de dezenas de bilhões de reais ao longo da implantação.

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A Scala Data Centers avançou mais uma etapa no projeto que pretende transformar o Rio Grande do Sul em um dos principais polos de infraestrutura para inteligência artificial e computação em nuvem da América Latina. Durante o Tá na Mesa, da Federasul (Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul), realizado nesta quarta-feira (1º), em Porto Alegre, o vice-presidente sênior da companhia, Luciano Fialho, afirmou que o empreendimento em Eldorado do Sul já entrou na fase de licenciamento ambiental e urbanístico e que, se o cronograma regulatório for mantido, as obras deverão começar em 2027.

O plano inicial prevê investimentos de R$ 3 bilhões na implantação de um data center com capacidade de 50 megawatts. Para a empresa, porém, essa primeira unidade representa apenas o ponto de partida de um projeto com potencial para atingir 5 gigawatts de capacidade instalada e atrair dezenas de bilhões de reais em investimentos ao longo dos próximos anos, acompanhando a crescente demanda global por infraestrutura voltada ao processamento de dados e aplicações de inteligência artificial.

Ao defender a escolha de Eldorado do Sul, Fialho destacou que a região reúne um conjunto de vantagens competitivas pouco comuns no mercado brasileiro. Entre elas estão a disponibilidade da subestação Guaíba 3, já construída e ainda subutilizada, a diversidade da matriz elétrica gaúcha, com geração hidrelétrica, eólica, solar e termelétrica e a oferta de capacidade energética já existente. Segundo o executivo, o empreendimento utilizará energia disponível no sistema, sem competir diretamente com outros segmentos da economia.

O executivo também procurou afastar preocupações sobre os impactos ambientais do projeto. Segundo ele, o sistema de refrigeração adotado pela Scala opera em circuito fechado, reduzindo significativamente o consumo contínuo de água, uma das principais críticas direcionadas a grandes instalações de processamento de dados em diferentes países.

Além do impacto na infraestrutura digital, a companhia aposta no efeito multiplicador sobre a economia regional. Um estudo encomendado à Fundação Getulio Vargas (FGV), que será apresentado na próxima semana, estima que cada emprego direto criado em um data center pode gerar outros 22 postos de trabalho indiretos e induzidos. Durante o pico das obras, a expectativa é mobilizar cerca de 12 mil trabalhadores, enquanto a entrada em operação da primeira unidade está prevista entre o fim de 2028 e o início de 2029.

O projeto da Scala ocorre em um momento de expansão acelerada do mercado global de data centers, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial generativa, da computação em nuvem e da digitalização de empresas e governos. Nesse cenário, a companhia busca posicionar o Brasil como um destino estratégico para investimentos em infraestrutura digital de grande escala, reduzindo a dependência de centros de processamento instalados no exterior e ampliando a capacidade nacional de armazenamento e processamento de dados.

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