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Braskem começa a usar biometano no polo de Triunfo e avança na descarbonização industrial

Braskem começa a usar biometano no polo de Triunfo e avança na descarbonização industrial

Combustível renovável vindo de aterro no RS passa a substituir parte do gás natural em planta petroquímica; projeto reforça estratégia de reduzir emissões e diversificar matriz energética até 2030.

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A petroquímica Braskem iniciou o uso de biometano como substituto parcial do gás natural em sua planta Q2, localizada no Polo Petroquímico de Triunfo, na região metropolitana de Porto Alegre/RS. A iniciativa marca mais um passo da companhia na estratégia de descarbonização de suas operações industriais e de ampliação do uso de fontes energéticas de baixo carbono.

O combustível renovável é fornecido pela Ultragaz, que realiza a distribuição a partir do aterro sanitário de Minas do Leão/RS. O projeto tem capacidade de entrega de até 46 mil metros cúbicos por dia de biometano, produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos.

Segundo Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização da Braskem, a adoção do biometano representa uma solução estratégica para reduzir emissões sem exigir alterações na infraestrutura industrial existente.

“O uso do biometano é estratégico por se tratar de uma fonte térmica renovável que oferece as mesmas especificações técnicas do gás natural, sem a necessidade de ajustes nos ativos industriais”, afirma.

Economia circular e redução de emissões

Produzido a partir da captura e purificação do biogás gerado em aterros sanitários, o biometano integra cadeias de economia circular, ao transformar resíduos orgânicos em combustível renovável. Além disso, contribui para reduzir significativamente as emissões de dióxido de carbono (CO2) em processos industriais.

Para a Braskem, o projeto combina ganhos ambientais com eficiência operacional.

“É a combinação de descarbonização, competitividade e diversificação da matriz energética. Essas frentes reforçam nossa estratégia de ampliar o uso de fontes de baixo carbono nas operações industriais”, diz Checcucci.

A Ultragaz, responsável pela logística e distribuição do combustível, destaca o potencial do biometano para acelerar a transição energética no setor industrial brasileiro. “Ao levarmos o biometano do aterro de Minas do Leão diretamente para o processo industrial da Braskem, fechamos um ciclo virtuoso de economia circular. Este projeto reflete a visão da Ultragaz de liderar a descarbonização da indústria nacional através da inovação”, afirma Guilherme Darezzo, vice-presidente de operações da companhia.

Estratégia energética até 2030

O projeto em Triunfo integra o Programa de Descarbonização da Braskem, que prevê ampliar a participação de energia elétrica e de combustíveis de baixo carbono na matriz energética da empresa até 2030. A experiência no Rio Grande do Sul também poderá servir como modelo para replicação em outras unidades industriais da petroquímica.

Nos últimos anos, a companhia tem ampliado iniciativas para transformar sua matriz energética. Entre elas, está a migração de unidades industriais para o mercado livre de gás natural, incluindo operações no ABC paulista, na Bahia e no próprio Rio Grande do Sul, medida que amplia autonomia na contratação de energia.

A Braskem também tem investido na autoprodução de energia renovável, com participação em projetos eólicos e solares, além de desenvolver iniciativas de eficiência energética em seus complexos industriais.

Um exemplo é o Projeto Vesta, no ABC paulista, que modernizou o sistema termelétrico do complexo com a substituição de turbinas a vapor por motores elétricos de alta velocidade e a implantação de uma planta de cogeração movida a gás residual rico em hidrogênio.

Outra frente é o projeto de biomassa em Alagoas, que incluiu eletrificação de grande porte e a instalação de novas caldeiras alimentadas por biomassa de eucalipto da região.

Com iniciativas desse tipo, a companhia busca reduzir a intensidade de carbono de suas operações enquanto fortalece sua competitividade em um cenário global de transição energética e pressão crescente por cadeias produtivas mais sustentáveis.

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