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Cemig projeta Minas como polo global do hidrogênio verde
Roadmap da companhia mira produção, consumo e atração de investimentos em H2V, com foco em inovação, descarbonização e desenvolvimento econômico.
A Cemig concluiu um roadmap estratégico voltado ao desenvolvimento do hidrogênio verde (H2V), contemplando ações para produção, consumo e atração de investimentos. A iniciativa representa mais um passo relevante para posicionar Minas Gerais entre os principais protagonistas da transição energética global. Reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais promissoras para a redução das emissões de carbono, especialmente em setores de difícil eletrificação, o hidrogênio verde passa a integrar de forma estruturada o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da companhia.
Segundo a Cemig, a inclusão do H2V em sua estratégia reforça o alinhamento às melhores práticas internacionais de sustentabilidade e descarbonização, criando as bases para um novo ciclo de inovação energética. A expectativa é que esse movimento contribua para transformar Minas Gerais em referência nacional e internacional no tema, impulsionando novas oportunidades econômicas e tecnológicas.
A companhia avalia que a ampla disponibilidade de fontes renováveis no estado, como a energia solar e hidrelétrica, oferece vantagens competitivas significativas para a produção em larga escala de hidrogênio verde. Para o diretor de Inovação e Sustentabilidade da Cemig, Denis Mollica, o roadmap consolida a liderança da empresa no processo de transição energética. Ele destaca que a iniciativa posiciona a Cemig como articuladora de um ecossistema que conecta empresas, universidades e governo em torno de um objetivo comum: transformar o potencial renovável mineiro em inovação, empregos qualificados e novos negócios.
Na avaliação da empresa, o avanço no planejamento do H2V fortalece o papel de Minas Gerais como polo estratégico, capaz de atender tanto à demanda interna quanto a oportunidades de exportação. Mais do que uma aposta tecnológica, a iniciativa reafirma a capacidade da Cemig de antecipar tendências e estruturar parcerias com impacto direto na economia e nos compromissos climáticos do Brasil.
O pioneirismo da companhia também se reflete em projetos desenvolvidos em cooperação com instituições de ensino e pesquisa, como o SENAI, além de um acordo de cooperação técnica com o centro de hidrogênio verde da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Para Mollica, a sustentabilidade é tratada como um compromisso permanente, viabilizado pela colaboração entre setor produtivo, academia e poder público.
A atuação da Cemig na agenda ambiental é reconhecida internacionalmente. A empresa é a única do setor elétrico das Américas a integrar, há mais de 20 anos, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World). Também figura no ranking Carbon Clean 200, que reúne companhias de capital aberto líderes em soluções para a transição energética, e aderiu ao Movimento Ambição Net Zero da ONU, com o compromisso de zerar suas emissões líquidas de carbono até 2040.

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