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Petrobras anuncia investimento de R$ 6 bilhões para implantar a primeira biorrefinaria do Brasil no Rio Grande do Sul
Projeto em Rio Grande (RS) marca avanço da transição energética, com produção de combustíveis 100% renováveis e fortalecimento da indústria naval nacional.
A Petrobras confirmou um investimento de R$ 6 bilhões para transformar a Refinaria Riograndense (RPR), em Rio Grande (RS), na primeira biorrefinaria do Brasil. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20/1) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante cerimônia que contou com a presença do presidente Lula. A conversão da unidade terá início no segundo semestre de 2026 e representa um marco estratégico na política de descarbonização da companhia.
O projeto prevê uma ampla reconfiguração industrial para que a planta passe a operar exclusivamente com matérias-primas renováveis, produzindo combustíveis e insumos de baixo carbono. A iniciativa consolida o Rio Grande do Sul como um dos principais polos da nova economia energética no país.
A decisão é resultado de uma série de testes conduzidos desde o início de 2025. Em parceria com Ultra e Braskem, sócias da unidade, a refinaria vem utilizando coprocessamento de biomassa com carga mineral e já alcançou, no último ano, a produção de combustíveis a partir de 100% de óleo vegetal, um feito inédito no setor nacional.
Com capacidade instalada de 17 mil barris por dia, a Refinaria Riograndense atualmente produz gasolina, diesel, GLP e nafta petroquímica. Apesar do porte menor em comparação a grandes complexos como a Reduc, no Rio de Janeiro, a conversão integral em biorrefinaria posiciona a unidade como peça-chave na estratégia de transição energética da Petrobras.
Investimentos em frota e retomada da indústria naval
Durante o evento, Magda Chambriard também anunciou novos contratos do Programa Mar Aberto, voltado à modernização da frota logística da companhia. Serão destinados R$ 2,8 bilhões à construção de:
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5 navios gaseiros para transporte de GLP;
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18 barcaças;
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18 empurradores.
Os gaseiros serão construídos no Estaleiro Rio Grande (RS), enquanto as barcaças ficarão a cargo do estaleiro Bertolini (AM) e os empurradores do INC (SC). Segundo a Petrobras, as novas embarcações serão até 20% mais eficientes e poderão reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa, além de estarem aptas a operar em portos com infraestrutura eletrificada.
Transição energética e impacto econômico
Além de ampliar a autonomia logística e reduzir a dependência de embarcações estrangeiras, os investimentos reforçam a retomada da indústria naval brasileira e devem gerar impactos positivos em emprego, renda e inovação tecnológica.
Com a futura biorrefinaria operando integralmente com insumos renováveis, a Petrobras pretende ampliar sua oferta de combustíveis de baixo carbono e atender à crescente demanda global por soluções sustentáveis. O movimento fortalece a posição da companhia no cenário internacional e sinaliza um novo ciclo de expansão do refino com foco em sustentabilidade e competitividade.

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