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São Paulo amplia protagonismo em energia limpa e acelera agenda ESG com foco em biometano, solar e descarbonização

São Paulo amplia protagonismo em energia limpa e acelera agenda ESG com foco em biometano, solar e descarbonização

Dados repassados ao portal Conecta Energia pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) do Governo de São Paulo mostram que 59% da matriz energética paulista é renovável e que o Estado se prepara para alcançar 1 milhão de m³/dia de biometano.

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O Governo do Estado de São Paulo consolidou em 2025 uma estratégia de longo prazo voltada à transição energética, à segurança do abastecimento e à atração de investimentos alinhados às agendas estaduais de sustentabilidade e compromissos climáticos. Dados oficiais e novos acordos internacionais reforçam o posicionamento paulista como principal polo nacional de biocombustíveis, com destaque para o biometano, e da geração solar distribuída.

A nova edição do Balanço Energético do Estado de São Paulo (BEESP) 2025, ano-base 2024, divulgada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), mostra que 59% da oferta interna bruta de energia paulista teve origem renovável no período. O percentual coloca o Estado acima da média nacional, de 50%, segundo o Balanço Energético Nacional, e muito acima da média de 13,2% registrada por países da OCDE em 2023. A oferta interna bruta representa toda a energia disponível para transformação e consumo final no território paulista.

A cana-de-açúcar segue como pilar da matriz estadual. Produtos do setor sucroenergético responderam por um terço da oferta total de energia em 2024. No transporte rodoviário, o etanol superou a gasolina no atendimento energético: 28,5% contra 22,4%.

São Paulo também se manteve como grande produtor de etanol. Dos 37 bilhões de litros produzidos no país em 2024, 13,8 bilhões saíram de usinas paulistas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na matriz elétrica, o desempenho é ainda mais expressivo: 96% da energia gerada no Estado é de origem renovável. De fato, SP é líder no setor sucroenergético brasileiro e também consolida o seu pioneirismo na produção nacional de combustíveis sustentáveis, como o biometano e o hidrogênio.

Solar avança e geração distribuída lidera

Usina de Bebedouro da BRS em SPA energia solar fotovoltaica manteve a trajetória de expansão. Em 2024, respondeu por 12% da geração elétrica estadual, com produção de 10,4 TWh, alta de 16% em relação a 2023. São Paulo lidera na geração distribuída (GD), com 6,2 GW de capacidade instalada até dezembro de 2025, segundo dados da ANEEL. Apenas ao longo do último ano, cerca de 1 GW foi adicionado à rede, impulsionado por residências, comércios e indústrias.

Para a subsecretária de Energia e Mineração, Marisa Barros, o perfil renovável paulista resulta de uma combinação estrutural. “Temos o legado das hidrelétricas, a força da biomassa ligada à agroindústria e uma população com capacidade de investimento que impulsiona a geração distribuída solar”, afirmou.

Biometano: meta de 1 milhão de m³/dia

O avanço mais estratégico da política energética paulista está no biometano. Atualmente, o Estado conta com nove plantas autorizadas, com capacidade de 558 mil metros cúbicos por dia (m³/dia). Outras seis unidades estão em processo de autorização no órgão regulador federal, a ANP.

Ainda em 2026, São Paulo deverá ultrapassar 700 mil m³/dia, e, considerando a entrada de novos projetos, o estado caminha para atingir 1 milhão de m³/dia. O biometano, produzido a partir do processamento do biogás oriundo de resíduos urbanos e agroindustriais, é apontado pelo governo como peça-chave na descarbonização da indústria e do transporte pesado. O potencial estimado do estado é de 6,4 milhões de m³/dia.

Segundo estudo apoiado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o setor pode gerar até 20 mil empregos e reduzir em até 16% as emissões de carbono quando substitui o óleo diesel.

Municípios paulistas já despontam como vitrines da transição. Presidente Prudente tornou-se, em 2025, o primeiro do país a ser abastecido integralmente com biometano. Já Piracicaba abriga a maior planta nacional de produção do combustível a partir de resíduos agrossilvopastoris, no caso, uma usina do setor sucroenergético.

Regulação, incentivos e parcerias internacionais

Para dar suporte à expansão, o governo estadual adotou medidas regulatórias e administrativas. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) padronizou procedimentos de licenciamento para plantas de biogás e biometano, com o objetivo de dar previsibilidade e reduzir prazos de emissão de licença.

A Arsesp instituiu a chamada TUSD-Verde, em 2025, mecanismo que permite a interconexão das plantas à rede de gás canalizado sem repasse de custos aos demais usuários. A movimentação de biometano via redes de gasodutos fortalece a segurança e a infraestrutura energética do estado.

Na frente internacional, o governo firmou acordo com o Swedfund International AB, instituição financeira de desenvolvimento do governo da Suécia, para financiar estudos técnicos que dimensionem investimentos em novos gasodutos de biometano e avaliem modelos de negócio para biofertilizantes. São Paulo está criando um ambiente competitivo para atrair investimentos, gerar empregos e consolidar São Paulo como referência global em energia limpa e transição energética.

Com uma estratégia focada na redução das emissões de gases de efeito estufa estruturada em planos de longo prazo, São Paulo aposta na energia como vetor de crescimento econômico, inovação industrial e liderança ambiental no Brasil.

*As informações foram repassadas ao portal Conecta Energia pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) do Governo de São Paulo.

Imagem da Galeria **(foto) Vista aérea da planta de biogás e biometano da São Martinho, em Américo Brasiliense (SP)
Imagem da Galeria Usina de Bebedouro da BRS em SP
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